04 junho 2007

MR 21 Paradoxos da globalização: políticas imigratórias e a construção cultural de fronteiras na atualidade
Coordenação:Bela Feldman-Bianco (CEMI, UNICAMP, Brasil).
Resumo:Na presente conjuntura do capitalismo global, há dois movimentos simultâneos e aparentemente contraditórios: enquanto os movimentos do capital, os meios de comunicação e signos aparentam atravessar um mundo sem fronteiras, erigem-se, ao mesmo tempo, fronteiras que demarcam e policiam a entrada de imigrantes em Estados-nações ou espaços supranacionais (como a União Européia, ou o Mercosul), bem como se produzem identidades diferenciadas. Ao focalizar esses aparentes paradoxos, os participantes desta mesa-redonda problematizam os significados subjacentes a construção cultural e política das fronteiras na atualidade.
Palestrantes:Beatriz Vitar (Universidad de Cádiz, Espanha)Denise Fagundes Jardim (UFRGS, Porto Alegre, Brasil)Josiah Heyman (University of Texas at El Paso, EUA)Debatedor:Gustavo Lins Ribeiro (UnB, Brasil )
GT 03 Raza, cultura y nación en el Mercosur
Coordenação:Alejandro Frigerio (FLACSO/CONICET, Argentina) alejandro_frigerio@il.com.arLuis Ferreira (UnB/UFRGS, Brasil) ferurug@hotmail.com
Resumo:El GT examinará la vigencia, en Argentina, Uruguay y el sur de Brasil, de narrativas dominantes de la nación (o la región) que resaltan la blanquedad e invisibilizan, a través de distintas operaciones discursivas y simbólicas, a las poblaciones negras y sus contribuciones a las culturas nacionales y locales. Esta invisibilización se ve reforzada por las lógicas imperantes de clasificación racial, que al combinar flexibilidad clasificatoria con una continua discriminación hacia individuos de tez oscura logran que se asigne la categoría “negro” a una cantidad cada vez más reducida de personas y el supuesto desplazamiento de categorías raciales a socio-económicas. Esta invisibilización y discriminación son crecientemente cuestionadas por los cada vez más visibles grupos de militantes negros que lograron conformar redes transnacionales. El grupo de trabajo aceptará ponencias que examinen: 1) las construcciones discursivas de la nación y el lugar asignado a la raza dentro de ellas; 2) la variabilidad de prácticas de discriminación racial y las nuevas políticas que intentan combatirlas; 3) las estrategias utilizadas por agrupaciones de militantes negros; 4) la expansión de manifestaciones culturales negras en distintos segmentos de la población y 5) las interrelaciones que se producen entre todas o algunas de estas variables.

GT 16 Olhares histórico-antropológicos sobre as fronteiras interiores na América Latina.
Coordenação:Maria Helena Ortolan Mattos (UFAM, Brasil) mariahelenaortolan@ufam.edu.brCarlos Alberto Casas Mendoza (UASLP, México) carlos.casas@uaslp.mx / casasmendoz@hotmail.com
Resumo:O GT tem como alvo reunir um coletivo de pesquisadores que tenham como principal interesse a comparação sobre os processos de construção histórico-sociais das fronteiras culturais da América Latina. A ênfase esta colocada nos estudos de longa duração e de tipo comparativo, com especial destaque dos processos de construção das fronteiras interiores, surgidas dentro de espaços nacionais e inter-fronterizos. A iniciativa surge do núcleo de trabalho denominado Estudos regionais e de fronteira interior na América Latina, que funciona na Universidade Autónoma de San Luis Potosí, no México, o qual vem trabalhando os processos de desenvolvimento histórico cultural da região do norte do México, assim como de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, no Brasil. Porém, a intenção é convidar a pesquisadores de distintas latitudes do continente, para refletir sobre os processos de transformação, permanência e reestruturação das fronteiras (nacionais e internas), visando discutir os processos políticos, culturais e inter-étnicos, desde um ponto de vista comparativo.
GT 17 Migrações, Identidades e conflitos
Coordenação:Maria Catarina Chitolina Zanini (UFSM, Brasil) cmzanini@terra.com.brMarta M. Maffia (Conicet, Argentina) migraciones@uolsinectis.com.ar e mmaffia@museo.fcnym.unlp.edu.arDebatedora:Giralda Seyferth (Museu Nacional/UFRJ - Brasil)Resumo:A questão migratória, seja a do passado ou a contemporânea, tem se mostrado um campo de estudo antropológico extremamente profícuo, pois permite um diálogo interdisciplinar e metodológico crescente e rico. As negociações ocorridas nos encontros migratórios têm revelado, igualmente, a riqueza de determinadas dinâmicas sociais, cruzadas por processos sociais localizados e, ao mesmo tempo, de amplitudes transnacionais, solicitando dos pesquisadores continuadamente novas categorias de análise para se compreender as experiências migratórias. Este GT tem por objetivo agregar estudos e pesquisas que problematizem os processos migratórios em suas diversas dinâmicas: econômicas, culturais, políticas, demográficas, históricas, entre outras, buscando a troca de experiências de pesquisa de uma forma ampliada.


GT 18 Antropologia do Estado
Coordenação:Ciméa Barbato Bevilaqua (UFPR, Brasil) cimea@ufpr.br Máximo Badaró (Universidad Nacional de San Martín, Argentina) mbadaro@yahoo.com
Debatedor:Piero de Camargo Leirner (UFSCar, Brasil) pierolei@power.ufscar.br
Resumo:O GT Antropologia do Estado tem como objetivo promover a interlocução entre pesquisadores dedicados ao estudo etnográfico de instituições do Estado, envolvendo os diversos níveis dos poderes executivo e legislativo, órgãos do judiciário e do ministério público, assim como carreiras do funcionalismo e a implantação de políticas públicas. Tendo como referência etnografias recentes, pretende-se estimular a reflexão em três vertentes: a elaboração gradual de uma abordagem comparativa da dinâmica das instituições estatais em diferentes contextos; questões metodológicas e éticas de um campo de estudos relativamente novo na antropologia, em particular no que se refere à inserção do pesquisador em campo, ao acesso a informações consideradas de interesse estratégico e à dinâmica entre níveis privados e públicos no estudo de objetos dessa natureza; e, por fim, perspectivas teóricas do estudo antropológico de instituições e processos relativos ao Estado, tanto pela exploração de conceitos clássicos da antropologia quanto por meio do diálogo com outras disciplinas.
Tem se verificado nos últimos anos um crescimento significativo de pesquisas etnográficas envolvendo instituições e processos relativos ao Estado. Embora caracterizados por abordagens e objetivos distintos, esses trabalhos também compartilham questões como o redimensionamento teórico e metodológico do estudo de objetos costumeiramente privilegiados por outras ciências sociais; a exploração de conceitos clássicos da antropologia para a compreensão de instituições e fenômenos característicos das sociedades ocidentais modernas; a reflexão sobre o emprego dos procedimentos desenvolvidos nos contextos tradicionais da pesquisa antropológica; e, finalmente, as questões éticas suscitadas pela pesquisa de campo e a produção de etnografias no contexto do Estado.

GT 24 O Islã na Contemporaneidade: perspectivas identitárias/alteridade, migratórias e percepções do sensível
Coordenação:Francirosy C. Barbosa Ferreira (USP/FEFISA, Brasil) fcbf@usp.br Silvia Montenegro (CONICET, UNR, Argentina) silviamontenegro@arnet.com.arDebatedora: Cláudia Voigt Espínola (UFSC, Brasil)
Resumo:No mundo contemporâneo a temática islâmica tem estado no centro de inúmeras discussões, seja no universo político ou religioso. Cabe dizer que o mundo não é o mesmo depois de 11 de Setembro de 2001. Falar de Islã é falar de vários Islãs com suas coerências e incoerências, com seu modo peculiar de ver os acontecimentos mundiais e de transformar o cotidiano, a vida e o corpo dos seguidores. Cada “Islã” vive segundo suas convicções particulares, que apontam para culturas, sociedades, histórias e trajetórias múltiplas e diferenciadas. Desvendar e tentar compreender este universo, apresentando um balanço sobre as pesquisas produzidas ou em andamento que envolvem o Islã, será o objetivo deste Grupo de Trabalho. A partir de discussões a respeito de identidade e alteridade; migração; e percepções sensíveis (imagem, música, performance, literatura etc.)
GT 27 Antropologia das Migrações Internacionais
Coordenação:Igor José de Renó Machado(UFSCar, Brasil) igor@power.ufscar.brBeatriz Padilla (ISCTE, Lisboa) beatriz.padilla@iscte.pt e beatriz.padilla@sapo.pt
Resumo:Dando continuidade aos trabalhos realizados durante a última RAM (VI RAM, Montevidéu) na forma de um GT sobre a antropologia das migrações internacionais, pretendemos aprofundar a discussão sobre os fenômenos migratórios internacionais que atingem a região, tanto no que se refere aos processos que se desenvolvem nos locais de destino como nos de origem. Como uma temática que tem ganhado cada vez mais destaque, tanto pela relevância demográfica como pela financeira, muitos antropólogos têm desenvolvido pesquisas de campo entre migrantes internacionais nos seus países de destino e nos seus lugares de origem. Este GT é uma oportunidade especial de reunir pesquisadores e comparar, por um lado, os distintos fluxos em termos de suas configurações, suas implicações aos lugares de origem e, por outro, as diversas escolhas teóricas escolhidas para analisar tais fluxos populacionais. O foco da GT é na produção antropológica de trabalhos sobre as emigrações internacionais, com caráter mais qualitativo que quantitativo.